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Contabilidade Gerencial Como Estratégia Competitiva

Introdução

O mundo vem assistindo a uma contínua revolução financeira - contábil, especialmente através do incessante surgimento de novos conceitos, instrumentos e produtos que com a tecnologia da informação, se tornaram acessíveis aos gestores.

Este trabalho tem por finalidade mostrar a importância da informação contábil gerencial como ferramenta de auxílio à empresa, com propósito de alcançar alternativas para soluções de problemas e tomada de decisões.

A Contabilidade Gerencial tem procurado, por meio do trabalho de vários pesquisadores, evoluir no sentido de apresentar práticas específicas e vistas como adequadas e necessárias à composição do conjunto de informações de que os tomadores de decisão necessitam na condução competitiva das empresas.

O profissional contábil tem hoje uma importância marcante e meios para fornecer informações mais precisas, evidenciando em seus efeitos a posição financeira e patrimonial das entidades podendo obter seu espaço no mercado através da utilização da contabilidade gerencial.

A metodologia utilizada no presente artigo, foi um estudo baseado na pesquisa bibliográfica, que tem como fundamento o levantamento de dados através de textos abordados em livros, revistas, periódicos, etc.


1. Evolução da Contabilidade

Para que possamos conhecer a contabilidade com mais clareza, faz se necessário uma abordagem de suas profundas origens, pois somente através de um breve comentário relacionado ao seu início, é que podemos justificar os fatos atuais.

A contabilidade é uma prática que de acordo com alguns teóricos, vem sendo utilizada a cerca de 4.000 anos antes de Cristo, no início da civilização, fase esta da contabilidade denominada empírica, em uma época que não existia números, nem escrita e muito menos moeda. Mas como seria feita esta contagem?

Havendo um pequeno monte de pedrinhas ao seu lado, o homem separa uma pedrinha para cada cabeça de ovelha, executando assim o que o contabilista chamaria hoje de inventário. Após o término dessa missão o homem separa o conjunto de pedrinhas, guardando-as com muito cuidado, pois o conjunto representava a sua riqueza num determinado momento. (IUDÍCIBUS, MARION, 2000, p. 21)

Como demonstrado acima, nesta época a contagem do patrimônio era feita através de pedrinhas, argila e até com ossos de animais, com o tempo foi evoluindo, vindo a contabilizar através de desenhos, figuras e imagens, passando até a fazer marcas em árvores e pedras para identificação de seu patrimônio.

1.1 Método das Partidas Dobradas

Após um longo período, nota-se um desenvolvimento muito lento relacionado a contabilidade, somente a partir dos séculos XIV, XV e XVI, com o início da idade moderna, verifica-se os diversos acontecimentos na economia no mundo, principalmente na Itália, com aplicação dos números arábicos à escrituração, torna-se relevante para apuração do lucro.

Entretanto, em novembro de 1494, o frei italiano Luca Pacioli publicou a primeira literatura contábil, consolidado pelo método das partidas dobradas, com a expressão identificada através dos termos débito e crédito, fenômeno na qual com o tempo veio a ser lapidado e utilizado no tempo presente.

Segundo Iudícibus, Marion (2000), vale salientar que na época, várias obras foram publicadas, mas nenhuma obra teve grande destaque como a de Pacioli, enriquecida pelo grande fundamento teórico.

1.2 Surgimento das Escolas de Contabilidade

Várias teses evidenciam o desenvolvimento contábil principalmente com o surgimento das escolas européias, intensificadas na Itália, na qual predominou todo o mundo durante muito tempo. Por volta do século XIX, sua hegemonia foi sendo quebrada devido ao expressivo crescimento da economia americana, vindo a ter forte influência sobre os outros países.

Segundo Iudícibus e Marion (2000, p.36), a queda da Escola Européia de Contabilidade pode ser justificada pelo excessivo culto à personalidade, ênfase a uma contabilidade teórica, pouca importância a auditoria e queda do nível das principais faculdades, ao contrário da Escola Norte Americana que deu ênfase ao usuário da informação contábil, ênfase a contabilidade aplicada, relevância a auditoria e a busca de qualidade nas universidades.

A primeira escola de contabilidade brasileira desenvolveu uma filosofia de ensino baseado nas escolas européias, na segunda etapa do desenvolvimento contábil no Brasil, houve criação de novas escolas na qual se utilizou a filosofia da escola Norte-Americana de contabilidade, a partir de então, todo cenário acadêmico nacional.

2. Visão Atual das Inovações Contábeis

O mundo dos negócios tem atraído os profissionais de diversas áreas para evoluir de forma idêntica à velocidade da tecnologia e da nova economia, o Brasil vive um momento extraordinário relevante para o profissional da contabilidade e especialmente para as empresas que prestam serviços contábeis, estas podem redirecionar suas atividades apoiando-se nos avanços tecnológicos, proporcionando a seus clientes o que há de melhor no conhecimento contábil.

Na atualidade, os avanços tecnológicos na área contábil vêm sendo marcados pelo ritmo acelerado e pelas variedades de inovações tecnológicas que estão sendo introduzidas no mercado, a percepção empírica, o entendimento e a evolução dos veículos de informação sempre abordam os grandes avanços da humanidade. O que hoje divulga como era da informação trata-se de um emblema que simboliza uma preocupação mais extremada com o conhecimento aplicado na geração de riqueza e bem-estar social que já vem se consolidando ao longo da história do homem.

O profissional contábil tem hoje uma importância marcante e meios para fornecer informações mais precisas evidenciando em seus efeitos a posição financeira e patrimonial das entidades, mesmo quando não se encontra presente dentro de um escritório tradicional. Apesar dos seguidos avanços tecnológicos, a figura do contador ainda é indispensável para completá-lo. Cálculos de impostos, transporte e outros encargos estavam até pouco tempo, fora de arquitetura de transações via internet, mas o conceito de inteligência fiscal promete essa situação e já propiciou o surgimento no Brasil de ferramentas que automatizam a contabilidade na própria web.

Até o momento, a revolução da informação estava centralizada nos dados, na sua coleta, transmissão, análise e apresentação. De fato o surgimento da internet desafiou os padrões tradicionais de gestão, inovando a criatividade e acelerando a nova forma de comunicação interativa, provocando nas empresas e na sociedade mudanças de hábitos, valorização social e novas oportunidades junto ao sistema gerencial.

Dentre as utilizações da internet pelos profissionais contábeis estão os downloads de programas utilizáveis no seu dia-a-dia, envio de declarações à Secretaria da Receita Federal e Secretaria da Fazenda Estadual, obter certidões negativas e acompanhar o andamento de processos em diversos órgãos do governo, atualizar cálculos de impostos para pagamento em atraso, procedimentos que vem crescendo significativamente nos últimos anos. Ainda, obter informações ou estatísticas que podem auxiliar seus clientes e a si próprios, nos diversos sites de órgãos públicos e entidades direta ou indiretamente relacionados com a profissão contábil.

O fenômeno da Internet, para toda a comunidade contábil contemporânea, como, aliás, para toda a sociedade humana, é ainda uma experiência nova, surpreendente, avassaladora e, pelas transformações que traz consigo, inquietante. Todos se recordam que há apenas 8 (oito) anos a Internet simplesmente não existia.

Todos esses fatos e perspectivas criam entre os estudiosos a consciência de quão profunda e abrangente é a transformação em curso das atividades humanas, provocada pelo advento da internet, que parece constituir um desafio que pode dar origem à “nova contabilidade”. (CATELLI, 2001, p. 24).

Em termos de relacionamento com os consumidores de serviços contábeis, há a possibilidade de interação de computadores do profissional contábil e seus clientes, pela rede mundial de computadores, com a finalidade de participar de tomadas de decisões ou prestar orientações, independentemente da localização de ambos. A revolução na atuação do profissional contábil, com a utilização da Tecnologia da Informação, possibilitou que se trabalhasse de forma mais conjunta e participativa com seus pares (usuários ou outros profissionais) envolvidos no processo de informação, através dos sistemas de comunicação atualmente existentes. Observa-se que os avanços tecnológicos deram grande contribuição para que os profissionais repensassem em sua maneira de trabalhar, utilizando-se desses benefícios trazidos pela era virtual.

3. Mensuração dos Usuários na Área de Atuação Contábil

Este tópico tem como intuito demonstrar os principais usuários na área contábil que estão em evidência, eles requerem das informações contábeis características que lhes permitam tomar a melhor decisão ou diminuir os riscos na decisão tomada, sendo também capazes de reduzir os riscos em seus processos que permitam prever eventos futuros.

ou consideramos que o objetivo da Contabilidade é fornecer aos usuários, independentemente de sua natureza, um conjunto básico de informações que, presumivelmente, deveria atender igualmente a todos os tipos de usuários, ou a Contabilidade deveria ser capaz e responsável pela apresentação de cadastros de informações totalmente diferenciados para cada tipo de usuário. (IUDÍCIBUS, 1981, p. 16)

Os usuários tanto podem ser internos como externos e, mais ainda, com interesses diversificados, razão pela qual as informações geradas devem ser amplas e fidedignas e, pelo menos, suficientes para a avaliação da sua situação patrimonial e das mutações sofridas pelo seu patrimônio, permitindo a realização de inferências sobre o seu futuro.

Os usuários internos incluem os administradores de todos os níveis, que usualmente se valem de informações mais aprofundadas e específicas acerca da Entidade, notadamente aquelas relativas ao seu ciclo operacional.

Exemplos de usuários internos:

• Gerentes: para a tomada de decisões;
• Funcionários: com interesse em pleitear melhorias;
• Diretoria: para a execução de planejamentos organizacionais.

As informações desejadas são as que permitam que delas possam se extrair tendências futuras de fluxo de caixa e lucros decorrentes de eventos passados ou correntes. Quanto aos usuários internos, conforme Silva (1992, p. 9), possuem duas características, sendo elas, a “sobrevivência da entidade depende da adequação de suas decisão e também ao que formam um grupo finito e perfeitamente delinear”.

Já os usuários externos concentram suas atenções, de forma geral, em aspectos mais genéricos, expressos nas demonstrações contábeis. Os principais grupos de usuários externos são:

• Bancos: interessados nas demonstrações financeiras a fim de analisar a concessão de financiamentos e medir a capacidade de retorno do capital emprestado;
• Concorrentes: interessados em conhecer a situação da empresa para poder atuar no mercado;
• Governo: que necessita obter informações sobre as receitas e as despesas para poder atuar sobre o resultado operacional no que concerne a sua parcela de tributação e planejamento macroeconômico;
• Fornecedores: interessados em conhecer a situação da entidade para poder continuar ou não as transações comerciais com a entidade, além de medir a garantia de recebimento futuro;
• Clientes: interessados em medir a integridade da entidade e a garantia de que seu pedido será atendido nas suas especificações e no tempo acordado.

Com exceção das entidades governamentais, pode-se afirmar que os demais usuários externos estão interessados em obter informações acerca de fluxos futuros. Quanto as entidades governamentais, este grupo de usuários externos estão interessado no valor que lhes serão cobrados destinado pela empresa.

Segundo Iudícibus (1981, p. 18), “os tipos de informações mais importantes desejadas por esse grupo são “valor adicionado, produtividade, lucro tributário”.

Portanto, enquanto os usuários internos podem obter as informações tal como desejadas, os usuários externos estão limitados às informações tal como são divulgadas. Em países com um ativo mercado de capitais, assume importância ímpar a existência de informações corretas, suficientes e inteligíveis sobre o patrimônio das Entidades e suas mutações, com vista à adequada avaliação de riscos e oportunidades por parte dos investidores, sempre interessados na segurança dos seus investimentos e em retornos compensadores em relação às demais aplicações.

A qualidade dessas informações deve ser assegurada pelo sistema de normas alicerçado nos Princípios Fundamentais, o que torna a Contabilidade um verdadeiro catalisador do mercado de ações. O tema é vital e, por conseqüência, deve-se manter vigilância sobre o grau em que os objetivos gerais da Contabilidade aplicada a uma atividade particularizada estão sendo alcançados. O entendimento das informações pelos próprios usuários pode levá-los a conclusão da necessidade de valer-se dos trabalhos de profissionais da Contabilidade.

4. Contabilidade Gerencial: Conceitos e Características

A contabilidade gerencial é um dos instrumentos mais poderosos para subsidiar a administração de uma empresa. Seus relatórios abrangem os diferentes níveis hierárquicos e funcionam como ferramentas indispensáveis nas tomadas de decisões, causando forte influência no processo de planejamento estratégico empresarial e no orçamento, confecciona relatórios conforme as necessidades dos administradores, muitas vezes utilizando como fonte de informações os dados contidos nos relatórios gerados pela Contabilidade financeira, em que esses dados são transformados em uma linguagem mais concisa e clara para o administrador.

O importante é saber analisar e interpretar as demonstrações contábeis para atender às necessidades de respostas dos gestores que está limitada a ações circunstanciais e personalizadas a uma determinada situação, momento e empresa, apesar de englobar todo o universo de procedimentos, técnicas e relatórios contábeis, pois afirma que os mesmos são elaborados sob medida para que a administração os utilize na tomada de decisões entre alternativas conflitantes.

Dentre os primeiros estudiosos da contabilidade gerencial, Anthony (1976, p. 17) caracteriza de maneira sintética a disciplina dizendo que ela “se preocupa com a informação útil à administração”.

A disseminação da contabilidade gerencial está relacionada ao desenvolvimento e complexidade da economia moderna e com a abertura de mercados e, não somente as grandes empresas devem se utilizar desse instrumento, mas também as empresas de pequeno e médio porte, pois tomam decisões financeiras e necessitam de informações que dêem o suporte necessário.

A contabilidade gerencial ou management accounting é um conceito de contabilidade que tomou corpo nos Estados Unidos, em resposta aos anseios do profissional contabilista no sentido de dar a sua contribuição efetiva, no processo de tomada de decisões na empresa, mais precisamente para aquelas decisões onde devem ser levados em conta parâmetros de caráter econômico-financeiro. (NEVES, 1997, p. 51)

A Contabilidade Gerencial deve fornecer informações econômicas para a clientela interna: operadores/funcionários, gerentes intermediários e executivos seniores. As empresas são muito reservadas na elaboração de seus sistemas de contabilidade gerencial. Os administradores devem usar essa discrição para desenhar sistemas que forneçam informações que ajudem os funcionários a tomar boas decisões, não apenas sobre seus recursos organizacionais (financeiros, físicos e humanos), mas, também, sobre seus produtos, serviços, processos, fornecedores e clientes. As informações geradas pela contabilidade gerencial podem auxiliar os funcionários a aprender melhorar a qualidade das operações, reduzir os custos operacionais e aumentar a adequação das operações às necessidades dos clientes.

A contabilidade gerencial pode ser caracterizada, superficialmente, como um enfoque especial conferido a várias técnicas e procedimentos contábeis já conhecidos e tratados na contabilidade financeira, na contabilidade de custos, na análise financeira e de balanços etc., colocados numa perspectiva diferente, num grau de detalhe mais analítico ou numa forma de apresentação e classificação diferenciada, de maneira a auxiliar os gerentes das entidades em seu processo decisório. (IUDÍCIBUS, 2000, p.15).

A informação gerencial contábil mede o desempenho econômico de unidades operacionais descentralizadas, como as unidades de negócios, as divisões e os departamentos. Essas medidas de desempenho econômico ligam a estratégia da empresa à execução da estratégia individual de cada unidade operacional. A informação gerencial contábil é, também, um dos meios primários pelo qual operadores/funcionários, gerentes intermediários e executivos recebem feedback sobre seus desempenhos, capacitando os a aprenderem com o passado e melhorarem para o futuro.

Embora a informação gerencial contábil não possa garantir o sucesso dessas atividades organizacionais críticas, seu mau funcionamento resultará em severas dificuldades para as empresas. Sistema de Contabilidade Gerencial efetivos podem criar valores consideráveis, fornecendo informações a tempo e precisas sobre as atividades requeridas para o sucesso das empresas atuais.

5. A Relevância da Contabilidade Gerencial na Tomada de Decisão em uma Empresa

A contabilidade gerencial é hoje um dos segmentos da ciência contábil, talvez o primeiro, em que se verificam os maiores esforços de pesquisa em todo mundo. Apesar de a contabilidade gerencial ultilizar-se de temas de outras disciplinas, ela se caracteriza por ser uma área contábil autônoma, pelo tratamento dado â informação contábil, enfocando planejamento, controle e tomada de decisão, e por seu caráter integrativo dentro de um sistema de informação contábil.

Ao mencionar o desafio com que a Contabilidade vem se deparando, ratifica a posição defendida, de que ela vem se esforçando a fim de que o Sistema de Informações Contábeis possa divulgar as informações realmente relevantes para os tomadores de decisão, e segundo Iudícibus (1988, p.7), sustenta que normalmente o Sistema de Informação Contábil da ênfase ao passado e não focalizado para o futuro, por isso temos que não ter receio de lidar com o julgamento, com o potencial e com o que é intangível, em lugar do verificável, realizado e tangível.

Franco (1999), ao fazer uma avaliação sobre os efeitos da globalização, afirma que com a maior competição, as empresas são forçadas a ficar mais inovadoras e criativas, não apenas em termos de produzir melhor e mais barato, mas também em termos de marketing e finanças; ou seja, a competitividade tem que estar presente em todas as áreas da empresa.

Para Nakagawa (1994) a competitividade da empresa caracteriza-se pela capacidade que ela tem de desenvolver e sustentar vantagens competitivas, capacitando-se a enfrentar a concorrência. Mais especificamente quanto aos fatores de natureza interna, Nakagawa destaca que as empresas, visando atingir a competitividade que as credencie a atuar neste novo ambiente em que os negócios são desenvolvidos, têm procurado, entre outros fatores: dinamizar suas operações, eliminar desperdícios, adotar um comprometimento com a qualidade total e incorporar tecnologias avançadas de manufatura. Alguns fatos específicos têm alterado significativamente o ambiente operacional das empresas. Podem ser citados os seguintes: mudança da estratégia de grandes volumes e reduzido mix de produtos, para menores volumes e mix mais variado; alterações substanciais na estrutura de custos e despesas, representativos dos recursos consumidos nas atividades empresariais; redução no ciclo de vida dos produtos; e menor poder, das empresas, de impor seus preços ao mercado. É nesse sentido que se manifestam Jenson et al. (1996), pois obviamente, do cenário até aqui apresentado decorreu uma maior complexidade na gestão dos negócios. A informação passou a ter mais relevância que antes, sendo agora considerada, no aspecto gerencial, um fator crítico de sucesso no novo ambiente. A Contabilidade Gerencial tem sido reconhecida como um destacado alimentador das informações utilizadas pelos gestores empresariais.

Corroborando tal entendimento, Atkinson et al. (2000:36) afirmam que “A informação gerencial contábil é uma das fontes informacionais primárias para a tomada de decisão e controle nas empresas”. Visando a cada vez mais contribuir para o alcance da eficácia na condução dos negócios, necessita a Contabilidade Gerencial do constante desenvolvimento de instrumentos que assegurem o cumprimento de sua missão informativa, mais recentemente, em particular nas últimas É neste sentido que se manifesta Peavey (1990), ao comentar que há claramente uma deficiência dos tradicionais modelos e informações contábeis, devido à revolução atual no ambiente de fabricação. Para o autor, tais modelos foram formulados para uma época que não mais existe; faz-se necessária a adoção de novas propostas e modelos, mais objetivamente as críticas resumem-se à afirmação de que as condições operacionais das empresas sofreram mudanças significativas, e de que a Contabilidade Gerencial, por sua vez, continua a utilizar práticas que eram úteis para um ambiente totalmente diferente do atual. Logo, não estariam elas dando sua contribuição aos tomadores de decisões.

6. Conclusão

No desenvolver deste trabalho, o tema destacado está crescendo cada vez mais, proporcionando inúmeras informações aos gestores, realizando um confronto entre a contabilidade em seu início, não deixando de destacar os pontos fundamentais de sua evolução com a contabilidade praticada na atualidade.

O papel do contador em uma empresa a cada dia que passa torna-se de fundamental importância para a administração, onde verifica que hoje o profissional contábil não apenas registra os dados para fins fiscais e/ou tributários, mas sim com o objetivo de disponibilizar informações gerenciais de grande importância para a organização.

Neste sentido, este trabalho teve como foco principal a Contabilidade Gerencial, na busca de entender melhor como prover informações relevantes para utilização em planejamentos, estratégias e tomadas de decisões, na qual poderá delinear o caminho e o sucesso da empresa junto as varias mudanças que ocorrem no mundo dos negócios.

7. Referências

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria: um curso moderno e completo. 6. ed. São Paulo: Editora Atlas, 2003.

ANTHONY, Robert N. Contabilidade gerencial: introdução à contabilidade. São Paulo: Atlas, 1976.

CATELLI, Armando e SANTOS, Edilene Santana. Internet: Desafio para uma Contabilidade Interativa. Revista Contabilidade & Finanças FIPECAFI – FEA – USP. São Paulo: ano XII, vol. 14, n. 25, janeiro / abril 2001.

IUDÍCIBUS, Sergio de. Contabilidade Gerencial. 6.ed. São Paulo: Editora Atlas, 1998.

IUDÍCIBUS, Sergio de. Teoria da contabilidade. S㯠Paulo: Atlas, 1981.

IUDÍCIBUS, Sergio de e MARION, José Carlos. Introdução à teoria da contabilidade. 2.ed. São Paulo: Editora Atlas, 2000.

MARCONI, Marina de Andrade, LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos da Metodologia Cientifica. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2005.

NEVES, Adalberto Ferreira. Contabilidade Gerencial. Revista Brasileira de Contabilidade, n.23, p.50-57, 1997.

PADOVEZE, Clóvis Luís. Contabilidade gerencial: um enfoque em sistema de informação contábil. 2.ed. São Paulo: Editora Atlas.1997.

PIZZOLATO, Nélio Domingues. Introdução à contabilidade gerencial. 2.ed. São Paulo: Makron Books do Brasil, 2000.

 

Autor:
Jociel Nunes da Silva/Jovana Rufino Barbais
Contato:
jocielns@hotmail.com

Bacharelando em Ciências Contábeis pela UFMS-CPTL/ Docente da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Campus de Três Lagoas Especialista em Gestão Empresarial e Controladoria


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Última modificação: segunda-feira, 05 de julho de 2010