Os
grandes pensadores do empreendedorismo sempre nos orientam acerca dos
riscos inerentes às atividades empresariais e alertam sobre a
necessidade de prevenção e avaliação crítica dos fatores que influenciam
direta ou indiretamente os negócios no mundo moderno. Num cenário onde
competitividade deixou de ser diferencial e passou a ser questão de
sobrevivência, a geração de caixa e níveis adequados de rentabilidade no
longo prazo são imprescindíveis. As empresas que pensam a estratégia
através do que demonstram os seus números revelam menores estatísticas
de mortalidade precoce.
É
idéia corrente que o planejamento, a visão macro, as estratégias
comerciais enfim todas as ações do empresário em busca da perenidade de
suas atividades devem ser observadas antes do início das operações e, no
contexto da previsão e avaliação crítica, os Planos de Negócio ocupam
lugar de destaque. O Plano de Negócio é um documento que apresenta as
principais informações sobre as características, condições e
necessidades do futuro empreendimento, com o objetivo de comparar
receitas, custos, despesas e lucro, além de analisar sua potencialidade
e viabilidade. Ainda que consideremos as mudanças que certamente
ocorrerão no espaço temporal que separa a análise e o início da
operação, não podemos deixar de pensar acerca da utilidade prática de
trabalhar com um instrumento para poupar nossos recursos, dado a
imperatividade de criar mecanismos consistentes para fugir das
armadilhas que possam surgir.
O
empresário estará constantemente envolto na tarefa de comparar gastos
orçados e reais, analisar eventuais motivos da falta de crescimento e
antecipar-se às situações de crise. É fundamental perceber, desde o
início, que empreender com sucesso é dispor de um modelo sólido de
negócio, ou seja, o ideal é que a empresa esteja baseada nos três
pilares de sustentação: caixa, lucro e perpetuidade. Este posicionamento
é fator essencial para que o Plano de Negócio seja o resultado de
estudos consistentes e que evidenciem a cuidadosa investigação e
avaliação acerca dos riscos e definição clara das mudanças necessárias
para incrementar as chances de êxito. Estas questões estarão ligadas,
por exemplo, ao público-alvo, retorno do investimento, tamanho do
mercado, taxa de crescimento, margens, potencial global do negócio,
elementos de custos fixos e variáveis, barreiras de entrada e saída,
lucratividade e tantos outros. A compilação destes dados traduzidos de
forma narrativa e articulada podem representar a diferença entre
prosseguir ou abandonar o projeto.
Em
relação ao Plano Financeiro – parte integrante do Plano de Negócio -
temos que esta seção indicará o comportamento da empresa ao longo do
tempo do ponto de vista monetário. Trará as descrições de cenários,
pressupostos críticos, situação histórica, fluxo de caixa, análise do
investimento, demonstrativo de resultados, projeções de balanços e
outros indicadores. O apoio do profissional contábil para a confecção
dos Planos de Negócio tem demonstrado que o futuro empreendedor terá a
sua disposição técnicas mais apuradas de mensuração das projeções. Quem
segue este caminho revela aos agentes financiadores que a empresa será
capaz de gerar e manter registros confiáveis e que possam ser auditados.
O
Planejamento Tributário oferece alternativas às empresas que querem
utilizá-lo dependendo do tipo de negócio no qual estarão inseridas.
Utilizando seus mecanismos, a empresa passa a ter possibilidade de
maiores ganhos em relação a seus concorrentes que não o utilizam. O
empreendedor que pretende planejar, com vista à economia de impostos,
terá de dirigir a sua atenção para o período anterior à ocorrência do
fato gerador e, nesse período, adotar as opções legais disponíveis.
Dentre as finalidades do planejamento tributário destacam-se as
atividades de: i) evitar a incidência do tributo – afastar a ocorrência
do fato gerador; ii) reduzir o montante do tributo – de acordo com a
base de cálculo ou alíquota; e iii) retardar o pagamento do tributo -
postergar o pagamento ao fisco sem ocorrência de multa.
No
contexto da elisão fiscal, entendida como a atitude lícita de
auto-organização do contribuinte face à tributação, o profissional
contábil apresentará, dentre outros, soluções para observar tecnicamente
todas as implicações tributárias de cada transação relevante, reduzir
licitamente o ônus tributário empresarial, extinguir situações de
passivo fictício e caixa a descoberto, estruturar eventuais operações de
mútuo e avaliar criteriosamente acréscimos patrimoniais dos sócios. A
legítima economia de tributos e o afastamento eficiente de riscos no
âmbito do Plano de Negócio podem ser representados por algumas
alternativas, das quais se destacam os atuais regimes de tributação; a
depreciação de bens do ativo imobilizado; os ganhos de capital na
alienação do acervo fixo; o regime de caixa e competência e até a
abertura de franquias da marca.
Avançando na seara contábil teremos os indicadores de desempenho que
serão calculados a partir de combinações entre alguns dados que servirão
de base para as projeções. Eles têm por finalidade detalhar a saúde
financeira do negócio, oferecendo uma resposta clara sobre as
possibilidades de sucesso do novo empreendimento. Lembremos também da
necessidade de avaliar o estabelecimento de preços. Sabe-se que é uma
das decisões mais relevantes feitas pela empresa, pois dela depende em
muito o sucesso em vendas. Entretanto, existem outros pontos tão
importantes quanto esse, como, por exemplo, as revisões periódicas dos
custos e despesas, tanto fixos como variáveis e a análise de processos
de trabalho em que se possa vislumbrar a economia de gastos e melhoria
da produtividade.
É
de se observar, portanto, que a parceria com um profissional da
consultoria contábil responde prontamente à necessidade de elaborar
projeções afinadas com a realidade do futuro negócio e oferece bases
consistentes para mensuração de ocorrências financeiras que certamente
dependerão de análise acerca das decisões a serem tomadas pelos gestores
antes mesmo de iniciarem as suas atividades.